quinta-feira, 19 de maio de 2011

INCONTINÊNCIA URINÁRIA AFETA VIDA SOCIAL DAS PACIENTES

“Eu não posso nem sair pra me divertir, ir a uma festa, um evento. Como posso sair sossegada se sei que a todo momento vou ter que correr para o banheiro?” A pergunta de Maria Rita dos Santos, de 47 anos, retrata a realidade de um grande número de mulheres que sofre com a incontinência urinária. Maria Rita está contando os dias para realizar o procedimento cirúrgico que deve reestabelecer sua qualidade de vida e o convívio social.
O procedimento é simples, como explica o médico ginecologista Jorge Valente. É feita uma cirurgia minimamente invasiva, com curta duração, que implanta uma tela (o sling) abaixo da uretra e refaz o ligamento de sustentação, que foi rompido, causando a incontinência. “O procedimento pode ser realizado em hospital dia e em poucas horas a paciente é liberada. Com os novos mini-slings, a cirurgia é ainda menos invasiva e assegura uma recuperação tranquila para a paciente”, comenta Valente.
Se o procedimento de Maria tiver o mesmo sucesso que o de Ana Rita Silva, de 49 anos, em breve ela poderá se divertir e trabalhar sem preocupações. De acordo com Ana, a cirurgia para colocação do mini-sling lhe devolveu a qualidade de vida. “Toda vez que eu fazia algum esforço, me urinava. Qualquer espiro era motivo de preocupação. Também tinha muita infecção urinária. Depois da cirurgia, melhorou 100%”, comemora.
TRATAMENTO ADEQUADO - A incontinência urinária é uma patologia que afeta diretamente a qualidade de vida, fazendo com que a paciente modifique seus hábitos e, muitas vezes, altere sua vida social. Ela atinge principalmente mulheres na menopausa e se caracteriza pela falta de controle sobre a função urinária. Os fatores que contribuem para o aparecimento da doença são diversos, como o número de partos – em especial os normais -, a obesidade, diabetes e tabagismo. Além disso, a doença também está associada a fatores genéticos – mulheres brancas, por exemplo, são mais propensas a desenvolver a patologia.
O tratamento deve ser de acordo com o tipo de incontinência que a paciente apresenta. Existem três tipos – por esforço, por urgência ou mista, que agrega os dois anteriores. O tratamento pode ser cirúrgico, medicamentoso ou fisioterápico, e, em alguns casos, combina dois ou três destes elementos. “Depois de identificar o tipo de incontinência urinária, através de um exame chamado Estudo Urodinâmico, define-se que tipo de tratamento é mais adequado”, destaca o especialista. A colocação do mini-sling é utilizada nos casos de incontinência por esforço.
Marla Cardoso - Jornalista

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