quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Reajuste para quem ganha acima do mínimo dependerá de melhoria nas contas públicas

O governo federal não autorizará a inclusão no Orçamento de 2012 de recursos para reajustar acima da inflação as aposentadorias e pensões de quem recebe mais do que um salário mínimo. Porém, os portadores da notícia aos representantes de sindicatos ligados aos aposentados -os ministros Garibaldi Alves Filho (Previdência Social) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) -informaram que não está descartada a possibilidade de, no decorrer do próximo ano, algum reajuste ser negociado para a categoria.
A justificativa para não conceder o aumento acima da inflação para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é a crise internacional. Gilberto Carvalho explicou que o governo está sendo obrigado a realizar cortes significativos em investimentos e desde 2008 não reajusta os valores da remuneração dos detentores de cargos de confiança na administração pública. Ele acrescentou que até o reajuste pleiteado pelo Judiciário está sendo negado.
"A voz oficial do governo é que, no momento, não há como assumir esse compromisso. Mas isso não significa que exista uma posição fechada de que um aumento não possa sair no decorrer do ano. Vamos analisar a cada mês o orçamento e a situação internacional. Havendo a mínima possibilidade, poderemos negociar um acordo para conceder um aumento acima da inflação", comentou Gilberto Carvalho.
Na mesma linha, Garibaldi Alves destacou que durante vários meses setores do governo buscaram uma forma de encontrar um desafogo nas contas públicas para promover o reajuste acima da inflação. A conjuntura internacional e as dificuldades que o país está enfrentando inviabilizaram a concessão do reajuste. "Sabemos das dificuldades que os aposentados enfrentam no dia-a-dia e vamos continuar trabalhando para viabilizar a construção de uma política de valorização das aposentadorias e pensões", declarou o ministro da Previdência.
Extraído de: Portal Nacional do Direito do Trabalho

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