sexta-feira, 16 de março de 2012

Missão do Banco Mundial conhece fábrica de chocolate de Ibicaraí

Conhecer as estratégias do governo da Bahia para o fomento ao cacau de qualidade e agroindústria da cadeia produtiva, no âmbito da ação Cacau para Sempre, do programa Vida Melhor. Com esse objetivo, uma missão, formada por representantes do Banco Mundial (Bird), visitou no dia 15 as instalações da Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do país, no município de Ibicaraí.
A construção da fábrica foi idealizada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) e teve como executora a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). O projeto é voltado ao fortalecimento da agricultura familiar e à inclusão socioprodutiva do Território de Identidade Litoral Sul.
Acompanhada do secretário da Sedir, Wilson Brito, do diretor-executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça Filho, do coordenador-executivo do programa Vida Melhor da Casa Civil/BA, Fábio Freitas, e do assessor da Diretoria Executiva da CAR, Lanns Almeida, a comitiva conheceu os produtos, todo o processo de fabricação e degustou os deliciosos chocolates produzidos no local.
A missão foi formada pelo gerente do Banco Mundial e especialista em desenvolvimento rural e agricultura, Edward Bresnyan, o coordenador da carteira brasileira do Banco Mundial, Boris Utria, a diretora de operações para a região da América Latina e Caribe, Elizabeth Adu, e o conselheiro Bruce Courtney.
José Vivaldo afirmou que a CAR está desenvolvendo ações de recuperação da lavoura cacaueira e destacou a ação Cacau para Sempre, cujo lançamento está previsto para o final deste mês. “Os agricultores familiares produzem grande quantidade de cacau com alto nível de qualidade. Vamos auxiliar o processo de verticalização da produção dessa cadeia”.
Para Edward Bresnyan, a linha da fábrica engloba toda a visão do Bird. “É um pacote completo, pois envolve inclusão socioprodutiva, conservação ambiental e crescimento econômico”.
O gerente falou sobre o que viu. “A Bahia Cacau possui um processo merecedor de aplausos. O pequeno produtor está envolvido, do início ao fim, na produção, no refinamento e no acabamento, indo até o lucro gerado pela fábrica. É um empreendimento produtivo que não agride o meio ambiente”.
Boris Utria também ficou satisfeito com o que conheceu. “Acredito muito no investimento da cadeia produtiva do cacau. Projetos como esse, que têm como objetivo a inclusão socioprodutiva, o Bird abraça”.

Cacau para Sempre – O programa Cacau para Sempre é resultado de uma parceria entre a CAR, a Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) da Secretaria da Agricultura, EBDA, Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ceplac.
Com atuação prevista nos territórios de identidade Vale do Jiquiriçá, Médio Rio de Contas, Litoral Sul, Baixo Sul e Extremo Sul, a ação vai trabalhar na Mesopotâmia do Cacau, região localizada entre os rios Jiquiriçá e Jucuruçu, onde se concentra o maior número de agricultores familiares que têm relação direta com o cacau. As ações sob a coordenação da CAR representam a consolidação de uma política pública para a agricultura familiar, com ênfase no cacau.
Mais investimentos – A missão do Banco Mundial conheceu também o assentamento de Santana. Na oportunidade, a comunidade se reuniu com os representantes do Bird, da CAR e da Sedir e solicitou a recuperação das barcaças usadas para a secagem das amêndoas de cacau. De acordo com José Vivaldo, os recursos serão repassados, garantindo a melhoria dessa etapa do processamento do cacau.
A comitiva visitou ainda o tanque de resfriamento de leite, que funciona no local e foi construído pelo Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR)/Produzir, que atua nos municípios baianos.
O Produzir teve sua continuidade garantida com a assinatura, em dezembro de 2010, de um novo acordo de empréstimo com o Banco Mundial, de US$ 40 milhões, sendo US$ 30 milhões do Bird e US$ 10 milhões do governo da Bahia e da participação das comunidades rurais.

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