quinta-feira, 24 de maio de 2012

Banda larga no Brasil é uma piada


Ana Paula Moraes

por Ana Paula Moraes


Em recente pesquisa realizada e divulgada no relatório do “The State of Internet”, elaborado pela Akamai, empresa especializada em internet, o Brasil está colocado em 35º lugar em uma lista de 45 paises, liderados pela Coréia do Sul, onde a banda larga atinge, em média, 14,6 Mbps de velocidade. Já no Brasil a média de velocidade da banda larga é de 1,08 Mbps, logo, está abaixo da média mundial, que monta em 1,7 Mbps, ficando atrás de países como Letônia e Romênia. Consta deste estudo que países como Chile possuem uma velocidade de banda larga em torno de 2,22 Mbps seguido da Colômbia com 1,45 Mbps.
Neste relatório consta, também, que as cidades brasileiras que possuem banda larga mais veloz são: Curitiba, com 1,93 Mbps, Florianópolis (1,72 Mbps), Campinas (1,63 Mbps) e Belo Horizonte (1,62 Mbps); fica excluída deste relatório a cidade de São Paulo.
A cidade mais rápida no ranking é Sandy (Utah, EUA), com média de 33,46 Mbps.
A diferença absurda se dá em virtude da infraestrutura de rede destes países e na forma de oferecimento do serviço. Enquanto as operadoras da Coréia do Sul oferecem o serviço de internet em altíssima velocidade por todo o país, aqui no Brasil o serviço é oferecido apenas nas capitais e os links são de 1 Mbps ou de 512 Mbps.
Por certo que investimentos estão sendo realizados para melhoria do serviço, estudos indicam que o governo e as operadoras precisariam arcar com cerca de R$ 100 bilhões para melhoria da infraestrutura, entretanto, por se tratar de um valor muito alto para o mercado brasileiro, muito provavelmente o Brasil não consiga acompanhar os demais países no crescimento da velocidade da banda larga.
Para um melhor entendimento, usando uma linguagem clara, façamos uma analogia com a prática odiosa dooverbook que já estamos carecas de conhecer no mercado de aviação comercial. Entenda a malha de banda larga como se fosse as rotas aéreas que são compartilhadas por quatro principais companhias. Neste compartilhamento são vendidos diversos tipos de serviços, desde a época do antigo frame relay até as famosas hospedagens nas nuvens. O Brasil ainda não conseguiu se livar do compartilhamento da última milha, onde esta, por ser de uma operadora, sofre a sobrecarga das outras que dependem dela. Portanto, há de se compreender que em uma malha carente de vultuosos investimentos não dá para vender e prometer altíssimas velocidades o que levará a estarmos ainda muito longe do modelo ideal do Wimax que é superior ao modelo 4G.
Para termos uma ideia da infraestrutura dos países que lideram este relatório, o Brasil ainda discute o leilão da tecnologia 4G, em contrapartida Coréia do Sul, EUA e países da Europa já oferecem planos com a referida teconologia com velocidades de até 100 Mbps. O que dá a estes mesmos países a condição de terem todas as áreas de serviço à população informatizada, sem que o cidadão precise assinar um papel sequer.
E quando falo todas refiro-me a todas literalmente, desde a locação de um veículo até as compras de supermercado. Nos EUA, que foi aonde tive essa experiência recente, passamos o cartão de crédito, ato contínuo na tela deste aparelho aparece uma mensagem para confirmarmos a compra se é a crédito ou débito e por fim o resumo do valor da sua aquisição com uma linha destinada a sua assinatura digital; a qual não é conferida pelo funcionário do caixa pois, parte-se do pressuposto que o valor já foi debitado de sua conta do cartão de crédito ou corrente.
Agora nada disso seria possível se a infraestrutura tecnológica não estivesse no modelo adequado para uso. Desta forma caberá a nós, probres mortais, aguardar com muita paciência para usufruirmos deste modelo de gestão que tanto agradará a nós brasileiros. Extraído do www.genteemercado.com.br

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