quarta-feira, 27 de junho de 2012

SECRETÁRIO AFIRMA QUE BAHIA AUMENTOU OFERTA DA TRABALHO

Nos cinco primeiros meses de 2007, 220 mil pessoas foram admitidas no mercado de trabalho baiano com carteira assinada. Este ano, no mesmo período, essa marca chegou a 332 mil empregos. Ou seja, em cinco anos os postos de trabalho foram ampliados em mais de 110 mil.
Para o autor dos comentários, o economista e secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, o mercado interno tem sido um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia baiana, o que reflete na oferta de empregos. Prova disso é que, mesmo quando a crise econômica estourou nos Estados Unidos, gerando efeitos em todo o mundo, inclusive, no Brasil e na Bahia, com a redução das exportações e importações da produção industrial em alguns setores, a Bahia continuou crescendo, ainda que em ritmo menor.
“Passamos pela crise sem grandes danos porque antes dela acontecer já estávamos estimulando o mercado interno, produzindo e gerando renda dentro do país”, diagnostica Gabrielli. “É só relembrar que, desde 2007, uma série de empresas e indústrias estão escolhendo a Bahia para se instalar”, acrescenta. A vinda dessas companhias, observa, trouxe mais investimentos para o Estado e, consequentemente, favoreceu o mercado de trabalho.
Dos empregos gerados nos cinco primeiros meses de 2012, o setor de serviços responde por 50 mil contratações, sendo o principal responsável por esse aumento, no comparativo entre 2007 e 2012. Nesses cinco anos, aliás, são mais de 3,6 milhões de pessoas contratadas no estado. Considerando as demissões nesse mesmo período, o saldo (diferença entre as pessoas que conseguiram emprego e as que foram demitidas) chega a quase 330 mil novos postos de trabalho.
“Se você está sem trabalhar, este é o momento de acompanhar as oportunidades que são criadas pela expansão das atividades já existentes e pela criação de novas”, aconselha Gabrielli. “Até 2015, devemos acompanhar a implantação de 470 empreendimentos. com investimentos privados na casa dos R$ 67 bilhões. Se todos os projetos se concretizarem, serão 63 mil novos empregos”, diz o secretário.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL - A perspectiva para os próximos anos é que os setores de energia, mineração, papel e celulose e náutico sejam os que mais vão crescer. Contudo, destaca o secretário, há carência de profissionais qualificados para algumas destas áreas em expansão na Bahia. É o caso, por exemplo, de engenheiros e profissionais de nível técnico, como soldadores, montadores e eletricistas.
“Portanto, se você que não quer ficar fora do mercado de trabalho e, mais ainda, quer ser bem remunerado, a dica é procurar cursos de engenharia de telecomunicações, mineração, elétrica e civil, engenharia florestal e sanitária”, recomenda Gabrielli. Ele alerta ainda para as oportunidades do setor automotivo, uma vez que a Ford está ampliando a fábrica na Bahia e a Jac Motors está chegando para produzir carros no Estado. Com isso, engenheiros das áreas de automação, mecânica automotiva e eletrônica serão os mais requisitados.
Para quem está desempregado e não sabe o que fazer para se qualificar para o mercado de trabalho, Gabrielli alerta que há centros de excelência voltados para a indústria, como o Senai – Cimatec, que oferece cursos profissionalizantes em diversos segmentos. Universidades federais e estaduais e faculdades particulares também dispõem de muitas opções de cursos, bem como as escolas técnicas e cursos profissionalizantes espalhados por todo o estado.

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