terça-feira, 5 de junho de 2012

Wagner reafirma reajuste de até 26% para professores

Um novo apelo para que os professores da rede estadual de ensino retomem suas atividades é feito pelo governador Jaques Wagner no programa de rádio desta terça-feira (5). “Vamos dar a tranquilidade a pais e alunos, voltando à sala de aula. Espero que a gente possa ter a normalização imediata para que os estudantes não sofram ainda mais”.
No Conversa com o Governador ele reafirma que o reajuste resultará na melhoria salarial para os docentes de 22 a 26%, incluindo os 6,5% já concedidos este ano. Wagner explica que isso representa a antecipação - do que seria concedido em novembro de 2013 e novembro de 2014 - para novembro de 2012 e abril de 2013, “agora na forma de promoção dentro da carreira dos professores”.
Ele diz que sua maior preocupação é com o sofrimento dos pais de alunos e estudantes. Em razão disso, na tentativa de evitar a greve, “apresentei uma proposta, que não foi aceita. Depois de 55 dias, essa proposta está recolocada para apreciação do sindicato e dos professores. Quero deixar bem claro que estou adiantando o que estava previsto para novembro de 2013 e novembro de 2014”, reforça.

Reposição dos dias parados
De acordo com o governador, com a nova proposta e mais os 6,5% concedidos a todo o funcionalismo, em 1º de janeiro deste ano, no mês de abril de 2013, os docentes vão acumular ganho salarial entre 22 e 26%. Wagner destaca, principalmente, a ansiedade dos estudantes do 3º ano do ensino médio, que farão vestibular e não podem ser prejudicados. “Esse é mais um esforço no sentido de que a gente retorne, imediatamente, à sala de aula e programe a reposição dos dias parados, para que os nossos alunos não tenham o ano letivo perdido”.
Jaques Wagner enfatiza que, todos os anos, o Governo da Bahia concede reajuste. “Desde janeiro de 2007, quando assumi o governo, são 71,5% de reajuste geral para os professores, o que corresponde ao ganho de 30% acima da inflação. Por isso, o meu apelo, o meu esforço, mas tem uma hora que a gente precisa bater o martelo, fazer a negociação, ter o acordo para não sacrificar a nossa juventude com a perda de aulas”.

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