segunda-feira, 16 de julho de 2012

ARTIGO: Educação: esperança de dias melhores

O momento é para comemorar, sonhar com dias melhores – sair da miséria – deixar de ser o patinho feio da economia. A teoria do princípio da igualdade constitucional na prática de uma realidade concreta e não abstrata como temos vivenciado há décadas. Mesmo percebendo miséria salarial (pois o atual piso é uma enganação e maltratação, quando miseravelmente, existem governantes que não cumpri com essa esmola), escolas em péssimas condições de trabalho e de infraestrutura, felizmente, mesmo que tardiamente, o sonho bate a porta dos esperançosos profissionais da educação.
Estamos falando de um momento histórico, dia 27/06/12, quando a câmara dos deputados aprovou os 10% do Produto Interno Bruto – PIB, ou seja, o recolhimento de toda a nossa riqueza seja distribuído 7% para a Educação nos cinco primeiros anos, renegando os atuais 5,1% e os últimos cinco anos o total de 10%. Uma compreensão inteligente dos parlamentares, que usam o discurso de uma educação de qualidade nos palanques eleitorais, mas que na prática não acontecia. Hoje é motivo de comemoração de todos - nosso parlamento está ficando melhor, parabéns ao povo que está sistematicamente sabendo escolher políticos comprometidos com o social, ganhando com esse amadurecimento, as futuras gerações, vamos deixar para o nosso próximo um país menos miserável.
Porém, vale aqui um destaque, a insistência das organizações de classe e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, que de forma inteligente soube sensibilizar o país com uma grande paralisação nacional de três dias, algo histórico. Com certeza essa luta será convertida em melhores condições de trabalho e de infraestrutura de nossas escolas, e principalmente salarial, deixar de ganhar esmola como salário e equiparar o salário dos profissionais da educação aos patamares dos demais profissionais da Saúde, não se concebe um professor receber menos de mil reais, enquanto um advogado, arquiteto ou médico, recebem cinco vezes ou mais esse valor, chega de desigualdade, chega de humilhação, chega de ser miserável, chega de ser o patinho feio da economia.
A votação agora segue para o Senado e que não venha com discurso enfadonho e da retórica obsoleta que nosso país passa por crise ou dificuldades. Para se ter noção da nossa riqueza e miserabilidade, acesse o vídeo no You tube: Dívida Pública, orçamento e gastos – Profª. Drª Maria Lucia Fattorelli. Segundo Fattorelli, em sua auditoria da dívida pública, analisando o Orçamento da União de 2011, num total de R$ 1,571 trilhão, desse total foram destinados R$ 708 bilhões para amortização da dívida externa, ou seja, 45% da receita prevista foram utilizados para pagamento de juros e amortização da dívida. Por outro lado, foram destinados 3% para investimento em educação e 4% em saúde. Contraditoriamente, em moradia 0,00%, até porque quem financia a casa própria é o fundo de amparo ao trabalhador e próprio trabalhador que passa uma eternidade pagando. Logo, professor(a), precisamos estudar economia, direito administrativo e política social para mudarmos o Brasil, e não ficarmos debruçados nos conteúdos pragmáticos de nossa sala de aula, sem relacioná-los com a macroeconomia. Vamos construir em nossas salas de aulas os futuros políticos de nosso Brasil.

Professor Gilson Cruz Nunes
Presidente da Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte/Nordeste
Campina Grande, 14/07/12

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