terça-feira, 29 de janeiro de 2013

População aprova blitz de combate a poluição sonora

Os ilheenses acolheram com alívio a iniciativa da Prefeitura Municipal de combate à poluição sonora. A blitz realizada conjuntamente entre as secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo (Semau) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com o apoio da Guarda Municipal e da Companhia de Policiamento Ambiental (Cipa), já notificou, com advertência, diversos motoristas, pegos em flagrante, com o volume excessivo do som do carro.
Jailson Conceição dos Santos, 59 anos, morador do Alto de São Sebastião, afirmou que o barulho emitido por carros de som na Praia do Cristo consegue se propagar até sua residência. Ele conta que é preciso fechar portas e janelas para conseguir assistir televisão e, desse modo, sente muito calor. “A ação é muito boa. Espero que siga dessa forma”, disse.
A disputa pelo som com mais potência, os chamados “paredões”, é outra atitude irresponsável lembrada por Moema Cacimiro, 52 anos. “Se todo mundo quer ouvir sua música na festa, o princípio que vale é o da educação, é preciso equilíbrio”, declara. Já Anne Margareth, mãe de uma criança com apenas dois anos, sofre com o barulho provocado pela vizinhança. “Diversas vezes já é mais de meia noite e o som ainda não cessou, interrompendo o sono da minha filha e de toda família”, comenta.
Saúde Pública - A blitz é também uma ação que colabora para a saúde pública. O médico otorrinolaringologista Jorge Roberto Paes alerta para os problemas ocasionados pelo volume excessivo de ruídos, que podem evoluir para uma perda auditiva, ou até mesmo atingir outros órgãos. “O ruído quando atinge o limite que é nocivo ao ser humano, 80 decibéis, começa a provocar sintomas de lesões no sistema nervoso do ouvido. Ao longo do tempo, pode ocorrer a perda auditiva sensorial”, esclarece.
Há 35 anos exercendo a profissão, o médico conta que recebe, em seu consultório, pacientes que desenvolvem outros problemas que são comuns, porém reversíveis. “O ruído intenso causa outras doenças, nem sempre relacionadas ao aparelho auditivo. Pode atingir, por exemplo, o sistema nervoso central. Irritabilidade, enxaquecas, crise hipertensiva são consequências de uma exposição intensiva aos ruídos. Lembrando claro, que a sensibilidade acústica varia de indivíduo para indivíduo” ressalta.
Fiscalização – No caso de reclamações sobre a poluição sonora, o setor de fiscalização faz o atendimento na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, localizada na Praça Barão do Rio Branco, 149, Cidade Nova, no período das 8h30 às 12 horas e das 13h30 às 18 horas.

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