quinta-feira, 6 de junho de 2013

NAVIOS CONGESTIONAM BAIA DE TODOS OS SANTOS


Sara Barnuevo

Quem olha para a Baía de Todos os Santos se surpreende com a quantidade de navios ancorados. A bela paisagem, na realidade, traduz a ineficiência dos portos baianos. São mais de 30 embarcações que aguardam sua vez para descarregar ou carregar mercadorias. A maior parte dos navios são a granel, que esperam até três dias para atracar, principalmente, no Porto de Aratu.
A longa espera chega a custar US$ 30 mil por dia, um custo que é bancado pela população baiana. Só no ano passado, a Associação de Usuário de Portos da Bahia (Usuport) calculou em 2 mil dias o tempo de espera dos navios, o que significou um prejuízo de US$ 60 milhões. É um custo adicional que não traz benefícios ao país e que mostra a falta de competitividade do Brasil e, em especial, da Bahia, no mercado internacional.
“Quando me questionam o que está acontecendo, por que tantos navios parados na baía, eu respondo que não acontece nada. Há 10 anos nada acontece. O Porto de Aratu está com a capacidade saturada há 16 anos e o de Salvador há 9 anos”, destaca o diretor executivo da Usuport, Paulo Villa. “A Bahia é o Estado com maior potencial de ganho com a Lei dos Portos que está sendo publicada. Temos que exigir a ampliação do segundo terminal de container de Salvador e a triplicação da capacidade de Aratu. Isso deve acontecer o mais rápido pois já perdemos uma década com a ineficiência”, acentua.

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