terça-feira, 29 de outubro de 2013

Fábrica da Trifil e SCALA no sul da Bahia se adapta para atender colaboradores com deficiência visual

O Grupo Scalina, responsável pelas marcas Trifil e SCALA, acaba de concluir as obras de melhoria em infraestrutura e acessibilidade para os 150 deficientes que trabalham na unidade de Itabuna, no sul da Bahia. Para os 10 deficientes visuais, foram instaladas botoeiras em braile em todas as máquinas, entradas de salas, elevadores e nos acessos às escadas. Todos os corredores de circulação, salas de produção e banheiros ganharam pisos táteis, criando um relevo sobre o piso adjacente ajudando no deslocamento. Por meio de signos, o deficiente visual consegue interpretar caminhos, desvios e alertas durante sua locomoção.
As obras de acessibilidade foram realizadas de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e sob a supervisão dos engenheiros Ricardo Veiga, Sailon Cecílio e Huri Luz.
Sob a coordenação de Nathalie Lopes e sua estagiária, Adriana ferreira, o objetivo do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência do Grupo Escalina é dar aos colaboradores melhores condições para trabalhar e circular com segurança pelas dependências da fábrica. O presidente da Associação de Cegos do Sul da Bahia, Jamison Barbosa, ressalta que as obras são de grande importância para os colaboradores da empresa que tem deficiência visual, e que hoje correspondem a 5% dos 3 mil funcionários que a fábrica emprega.

Deficientes visuais
Com as adaptações feitas na unidade itabunense da Trifil a realidade de inserção de deficientes visuais no mercado formal de trabalho está mudando. Portadora de cegueira desde a infância, Ione de Jesus Pereira revela que primeira vez ela está tendo a oportunidade de trabalhar numa grande empresa como outro cidadão qualquer.
“Antes, eu me sentia como se fosse mais que uma deficiente visual, ou seja, uma pessoa inútil. Porque era obrigada a me contentar com o benefício social pago pelo governo sem ter a chance de mostrar que poderia ser uma pessoal economicamente ativa para a sociedade. Agora, graças a intermediação da Senai na qualificação da mão de obra estou tendo a chance de trabalhar como auxiliar de produção numa grande indústria totalmente adaptada às condições de acessibilidade que um deficiente visual precisa”, afirma.

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