domingo, 16 de fevereiro de 2014

A vida do cinegrafista custou R$ 300?

Duas perguntas ao advogado que defende os dois jovens envolvidos na tragédia carioca.

A imprensa do Rio fez muitas perguntas e obteve várias respostas do advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende os dois envolvidos na morte do cinegrafista Santiago Andrade. Eis duas:
Pergunta - Qual será a estratégia da defesa de Caio e Fábio?
Resposta - O artefato não configura crime de explosão. Para mim, explosão é dinamite, granada. Se ele fosse considerado explosivo, não seria vendido livremente, usado em comemorações, festas e seria fiscalizado pelo Exército. Homicídio qualificado não foi, o que aconteceu foi lesão corporal, resultante de negligência, imprudência, seguida da morte do cinegrafista.
Pergunta - Quem paga a defesa, ou o senhor está trabalhando de graça?
Resposta - Conheço Fábio desde que ele tinha 10 dez de idade, é amigo dos estagiários do meu escritório. Peguei o caso e comecei a ter compaixão pela situação dele, que aumentou quando comecei a procurar o Caio, ter contatos com amigos dele e fui verificando a extrema miséria que esses garotos estão vivendo. É pura compaixão, não estou cobrando nenhum centavo. O Fábio é de classe média baixa, não é miserável como o Caio, que é muito pobre.
A propósito
A vida do cinegrafista custou R$ 300 ?
A polícia do Rio está ao encalço de quantos recebem R$ 150, per capita, para fazerem arruaças e depredações durante os protestos.
Quer saber também quem faz os pagamentos e de onde, afinal, sai o dinheiro.
Seria de uma ONG ou de um gabinete político?
Supremo Tribunal Federal

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