sábado, 15 de fevereiro de 2014

CAR realiza curso para inclusão digital de quilombolas em Lauro de Freitas

Com foco na política estadual de fortalecimento e desenvolvimento das organizações quilombolas da Bahia, o Projeto de Inclusão de Comunidades Remanescentes de Quilombos (Projeto Quilombolas), executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Sedir, realiza até o dia 21 deste mês, na unidade do SENAI, no município de Lauro de Freitas, cursos voltados para comunidades quilombolas nas áreas de Informática Básica e Manutenção de Computadores.
O treinamento, que em sua segunda etapa está capacitando 21 alunos no curso de Informática Básica e 16 em Manutenção de Computadores, está sendo dado por técnicos do SENAI, com acompanhamento da Coordenação do Projeto Quilombolas. Os participantes representam comunidades dos territórios do Extremo Sul, Chapada Diamantina, Piemonte Norte do Itapicuru, Recôncavo, Vitória da Conquista, Baixo Sul, Litoral Sul e Sertão Produtivo.
Segundo Benedito dos Santos Quintiliano, da comunidade quilombola Rio do Sul, no município de Nova Viçosa, Extremo Sul baiano, a capacitação é muito importante porque, além de atender uma necessidade das comunidades quilombolas, resolve a carência de profissionais na área de Informática, possibilitando a formação de futuros multiplicadores. ”Esses alunos poderão transmitir o que aprenderam nos centros multiuso, espaços equipados com computadores e construídos nas comunidades pelo projeto Quilombolas”, salientou.
Para Marleide Rosa da Silva, da comunidade quilombola do Agreste, no município de Seabra, situado no Território da Chapada Diamantina, o curso é fundamental para o povoado do Agreste, que já que possui um centro multiuso e precisa de pessoas capacitadas nessa área. “É bom participar desse treinamento porque poderemos ensinar outras pessoas da comunidade. Essa é uma forma também de aprofundarmos os nossos conhecimentos sobre o povo e a cultura quilombola”, disse.
Os centros multiuso integram as ações do projeto Quilombolas, cujas metas abrangem desde o fortalecimento das organizações comunitárias locais até a promoção do acesso à comunicação digital e à informação, à assistência técnica e qualificação das comunidades para que possam identificar e elaborar suas propostas de financiamento. Já foram beneficiadas com a implantação desses centros, as comunidades de Lagoa do Melquíades (Vitória da Conquista), Cariacá (Senhor do Bonfim), Agrestre e Baixão Velho (Seabra) e Cabeça da Vaca (Filadélfia).
O projeto Quilombolas tem como objetivo financiar atividades com comunidades remanescentes de quilombos nos estados da Bahia, Ceará e Pernambuco. As ações são realizadas com recursos doados pelo Fundo do Desenvolvimento Social do Governo do Japão através do Banco Mundial, no valor total de US$ 877,6 mil, somente na Bahia.

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