quarta-feira, 12 de março de 2014

Beleza e segurança na construção civil

Brasília, 12 de março de 2014 – Nas últimas décadas, a Arquitetura trouxe inovações para a construção civil. Do concreto frio, com poucas cores, a aparência dos prédios mudou para fachadas espelhadas, coloridas e com design inovador. Para garantir a viabilidade desses projetos, a Engenharia também evoluiu e passou a contar com mais tecnologia para garantir a segurança das edificações.
A primeira mudança sentida no setor é a disponibilidade de alguns produtos. O avanço tecnológico e o surgimento de materiais sustentáveis não supriram totalmente a necessidade de quem constrói. “Não se encontra mais areia de rio, que é um material de melhor qualidade. Hoje, o mais comum é a areia cavada, um material mais fino e que pode ter contaminação. A qualidade da argamassa está diretamente ligada à qualidade da areia”, exemplifica a engenheira civil Neusa Mota.
Outros fatores relevantes são: a poluição e a variação climática. Os ambientes urbanos se tornaram mais agressivos às construções, e, dessa forma, é inviável trabalhar com os materiais sem controle no processo de execução. “Por isso não se concebe mais as fachadas sem o projeto arquitetônico e executivo”, afirma Neusa, reforçando que “é preciso estudar os materiais e o ambiente para adequá-los às realidades. Não se pode usar qualquer material de forma indiscriminada”.
Mais uma alteração para os engenheiros está na própria concepção dos edifícios. No passado, eles eram mais robustos, e, atualmente, as construções estão mais leves, com menos pilares. Isso traz um problema: deformações nas estruturas, que acabam refletindo nos revestimentos. “Estes precisam ser mais flexíveis, seja em termos de acomodação ou em termos de variação térmica, para acompanhar a deformação”, disse Neusa Mota.
Prevenção

Para verificar possíveis alterações e se o desempenho da edificação está compatível com o esperado, é necessário realizar a manutenção predial preventiva. Cada sistema dentro da construção exige um prazo diferenciado. Por exemplo, é recomendável que a inspeção dos revestimentos seja feita a cada cinco anos.

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