terça-feira, 18 de março de 2014

Políticos argentinos denunciam Maduro por crimes contra a humanidade perante o Tribunal de Haia

Por ocasião das "graves violações dos direitos humanos e da escalada de violência que vêm sofrendo a Venezuela", vários partidos políticos de oposição da Argentina anunciaram hoje que, em conjunto com "senadores e representantes de outras nações latino-americanas", acusam o Presidente da República, Nicolás Maduro, por crimes contra a humanidade perante o Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Na declaração assinada, chamada "Primeira declaração conjunta sobre a crise política e humanitária na Venezuela", eles fizeram um apelo a "todos os setores democráticos da América Latina para mostrar solidariedade para com as vítimas da repressão na Venezuela".
A decisão foi tomada esta tarde, como parte de uma visita a Buenos Aires do deputado boliviano Adrian Oliva, presidente da Aliança Democrática Parlamentar da América (APDA), com a participação de deputados Cornelia Schmidt Liermann (PRO), Patricia Bullrich (União PRO), Alberto Asseff (UNITE), Gisela Scaglia (União PRO) e Diego Guelar (Chefe de Relações Internacionais do PRO) .
Também estiveram presentes jovens venezuelanos que vivem na Argentina, representantes da União da Juventude e Renovação Frente PRO de organizações sociais como o AMA (Associação de Mulheres da Argentina) e outros.
Na declaração assinada, eles fizeram um apelo a "todos os setores democráticos na América Latina multilateral, organizações, governos, parlamentos, associações, sindicatos, universidades, diplomatas, intelectuais, estudantes e outras pessoas para mostrar solidariedade para com as vítimas da repressão na Venezuela" e condenam as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo de Nicolás Maduro, "para não deixar que esta crise se degenere em maior conflito, o que não só colocaria em risco a paz e a estabilidade nessa nação irmã, mas em toda a região".
Na abertura da reunião, a deputada Schmidt Liermann disse: "Esta iniciativa dos direitos humanos, que vem da Argentina, é do sul para o sul", enquanto Adrian Oliva, que preside a Aliança Parlamentar, a qual reúne 13 países latino-americanos, expressa que "o objetivo é apresentar a referida queixa apoiada conjuntamente por centenas de parlamentares na região, uma vez que os direitos humanos são universalmente reconhecidos".
El Nacional
Traduzido por Big Full Blog e Lígia Ferreira, Folha Política
Revisado e editado por Folha Política

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