LUIZA

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Caso de lesbofobia em Firmino Alves (BA) precisa ser punido de forma exemplar, afirma Hilton Coelho (PSOL)

O vereador Hilton Coelho (PSOL) manifestou seu repúdio ao ato de lesbofobia praticado pelo vereador Edmilson Freitas (PSB), presidente da Câmara de Vereadores de Firmino Alves (BA). “A agressão contra uma adolescente de 16 anos e de sua filha, motivada por seu preconceito contra o namora delas, merece o nosso veemente repúdio. Esse fato grave ocorrido no dia 7 de outubro não pode ficar impune e deve ser usado de forma exemplar para evitar que tais atos voltem a acontecer”, disse o presidente da Comissão Especial de Defesa da Criança e do Adolescente da Câmara de Salvador.
“Precisamos repudiar esse ato. Não podemos aceitar como natural esse absurdo. Nada pode criminalizar e punir as relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo. O que deve ser caracterizado como crime é a intolerância e discriminação contra homossexuais. Ser uma mulher lésbica é uma das formas de orientação, expressão e identidade sexual, e um direito sexual. Portanto, um Direito Humano de todas as mulheres que assim desejarem”, opina Hilton Coelho.
Os fatos divulgados pela polícia mostram que Edmilson Freitas atacou a adolescente que teve um dedo quebrado e vários hematomas gerados em seu corpo. A agressão ocorreu em virtude do descontentamento dele diante da relação afetiva existente entre sua filha mais velha e a vítima. “Eu sou contra, eu não aceito. Porque eu criei minha filha para casar com homem e ter filhos e eu ser avô”, disse textualmente o presidente da Câmara de Firmino Alves.
“A lesbofobia é uma violência e hostilidade. Assim como diversas entidades e pessoas, nosso mandato espera que as investigações ocorram com brevidade, imparcialidade e transparência possíveis. Crimes como esse de lesbofobia, motivados por ódio e intolerância, não pode se repetir. Que todas e todos tenham liberdade de pensar, se expressar e amar. Manifestamos nossa solidariedade à adolescente agredida, sua companheira e sua família. Vamos dizer não à lesbofobia. É imprescindível que este tipo de violência deixe de ser ignorada pelo poder público”, finaliza Hilton Coelho.

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