terça-feira, 31 de março de 2015

​21 famílias desamparadas em Paripe querem uma solução para grave problema social, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL)

Uma comissão representando as 21 famílias que foram removidas em ação da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município de Salvador (Sucom) contando com o apoio da Polícia Militar no dia 23 de agosto do ano passado, acompanhada pela promotora Rita Tourinho e pelo vereador Hilton Coelho (PSOL) reuniram-se na manhã desta segunda-feira, 30, o secretário Bruno Reis, titular da Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), para resolver a situação das famílias que encontram-se em situação desesperadora.Hilton Coelho relata que “depois que foram expulsos de suas moradias de forma violenta e com força desproporcional por parte da Sucom e PM, as 21 famílias da chamada Ocupação Linha Férrea foram colocadas no aluguel social e cadastradas no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Foram informados de forma unilateral que o aluguel social estava suspenso e nada mais receberiam. Na reunião o secretário Bruno Reis afirmou que o repasse não vem mais sendo pago, pois o prazo de seis meses que se pode fazer a assistência, venceu e não pode mais ser continuado. Com a presença do Ministério Público, através da promotora Rita Tourinho, fez-se uma recomendação a Semps para que se garanta o pagamento do aluguel social e as famílias amparadas”.
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da Fazenda Coutos foi quem em agosto de 2014, efetivou o cadastro das famílias. “Esperamos que ações efetivas sejam tomadas porque estamos diante de um grave problema social. Não aceitamos como normal que as 21 famílias engrossem o já grande número de pessoas em situação de rua. Cerca de 50 crianças estão entre as famílias. Reafirmo minha opinião de que o despejo no dia 23 de agosto foi arbitrário e ilegal. Sem prévio aviso demoliu-se as casas, nenhuma justificativa oficial foi dada, não houve notificação para evacuação. Acompanharemos de perto a situação das famílias sempre contando com a parceria com o Ministério Público e demais entidades que defendem o direito à moradia”, finaliza Hilton Coelho.

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