terça-feira, 17 de março de 2015

MATADOURO DE ITABUNA ALCANÇA A MÉDIA DE 1600 ABATES POR MÊS

Após a reforma do prédio, aquisição de equipamentos e construção de lagoas de decantação em atendimento às exigências sanitárias estabelecidas pela Prefeitura de Itabuna, tem crescido o volume mensal de animais abatidos no matadouro municipal, em Nova Ferradas, desde que foi reinaugurado em outubro do ano passado. Nos últimos quatro meses a média ficou 1,6 mil animais/mês, o que demonstra a credibilidade de produtores rurais e abatedores.
De acordo com a coordenadora do Sistema de Inspeção Municipal – SIM, médica veterinária Lanarrose Lopes da Silva, em outubro do ano passado foram abatidas 379 cabeças, quantidade que passou para 1.604 em fevereiro, depois de ter atingido 1.733 reses em janeiro passado. Até meados deste mês 832 reses ingressaram no estabelecimento, o que sinaliza que a média de abates mensais será mantida agora em março. “Com o novo matadouro, a segurança alimentar e nutricional estão asseguradas pela Prefeitura com a oferta de carne bovina de qualidade de acordo a Portaria nº 304/2006, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, afirma.
Convênio - Segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Lanns Almeida Filho, o município está finalizando os termos de um convênio de cooperação técnica com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) para que o matadouro ganhe a certificação do Serviço de Inspeção Estadual – SIE, o que vai facilitar a abertura de novos mercados no estado para a carne certificada. “A medida também vai significar a abertura de vagas no mercado de trabalho com a possibilidade de ampliação da mão de obra dos atuais 33 para 46 trabalhadores especializados”, afirma Lanarrose da Silva.
Além da reforma do matadouro, a Prefeitura fiscaliza pontos de comercialização – açougues, supermercados e hipermercados ou casas de carnes –, por meio da Vigilância Sanitária (VISA) exigindo o certificado de abate do SIM e o cumprimento da Portaria do Ministério. “Caiu em mais de 70% a venda de carnes de abate clandestino desde que o matadouro passou a funcionar”, confirma o coordenador da Vigilância Sanitária, Antonio Carlos Carvalho. Além dos fiscais sanitários ampliarem a atuação a unidade da Secretaria Municipal da Saúde foi equipada com uma viatura.
Vencedora da licitação, a empresa Abatedouro Frigoríficos Regional do Sul da Bahia (Afrisul) fez investimentos de cerca de R$ 1,5 milhão na unidade que foi completamente reformada, teve o curral reconstruído e implantada estação de tratamento de influentes (ETI) a 450 metros do local de abate, com capacidade para 11.400 metros cúbicos de dejetos. A empresa pretende ampliar os investimentos em R$ 9,6 milhões em um novo equipamento. Inicialmente, a unidade terá capacidade para abate diário de mil animais e empregará 180 trabalhadores.

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