quarta-feira, 10 de junho de 2015

Em sessão solene, deputados ressaltam atuação social dos pastores evangélicos

Luis Macedo / Câmara dos Deputado
O deputado Antônio Jácome 
Em sessão solene nesta terça-feira na Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia do Pastor, parlamentares saudaram a atuação dos líderes da Igreja Evangélica, que muitas vezes, segundo os deputados, acabam fazendo trabalhos sociais que deveriam ser de responsabilidade do Estado. Nos discursos, também foi ressaltado que ser pastor não é uma ocupação profissional, mas sim uma vocação. O Dia do Pastor é comemorado todos os anos no segundo domingo de junho.
Filho de pastor, o deputado Antônio Jácome (PMN-RN), que teve a iniciativa de realizar a homenagem, ratificou seu compromisso de lutar pela proteção da família brasileira. “Assumo solenemente com pastores de todo o Brasil o compromisso da bancada evangélica, neste Congresso, de lutar incansavelmente por uma pauta conservadora que proteja os valores da família e preserve os valores cristãos”, afirmou.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, enviou mensagem parabenizando os pastores pela data e ressaltou a importância que eles têm na vida de muitos fiéis. De acordo com o presidente, os pastores são responsáveis pela execução de relevantes funções, “cabendo-lhes orientar, aconselhar, acolher, edificar, ensinar e, sobretudo, conduzir e manter cada uma de suas ovelhas nos caminhos de Deus”.
O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) é pastor e destacou que muitas vezes não é possível transmitir a palavra de Deus de forma perfeita. “Jesus Cristo é o modelo do verdadeiro pastor e todos nós seguimos os passos de Jesus e queremos, sim, ser esse pastor ideal. Muitas vezes não conseguimos porque somos falhos, somos humanos”, lembrou.
Outro pastor, o deputado João Campos (PSDB-GO) destacou a peculiaridade da função. “O pastor é uma figura singular, com um ofício extraordinário e de extrema relevância na vida das pessoas. Sua função transcende a de qualquer o político, pois nós conduzimos as pessoas no plano transcendental da vida eterna”, observou.
Esposas
Já o deputado Silas Câmara (PSD-AM) optou por reverenciar as esposas dos pastores brasileiros. “Sem esposa não tem pastor. Ela é sem dúvida nenhuma a principal coluna de sustentação de qualquer ministério pastoral e também de qualquer homem”, afirmou.
O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) elogiou o fato de muitos pastores no Brasil e da própria Igreja Evangélica auxiliarem o País no combate ao uso de drogas. “Pastores de todo o Brasil têm somado para o bem da Nação. Não recebem um centavo de erário público, mas são eles e suas igrejas que fazem um trabalho brilhante na recuperação de vidas, em especial dos usuários de drogas e álcool”, disse.
Por sua vez, o deputado Professor Victório Galli (PSC-MT) ressaltou que datas como a comemorada na sessão solene são boas oportunidades para refletir sobre a importância do trabalho dos pastores. “Em ocasiões assim, refletimos um pouco mais a respeito da vida e obra desses guerreiros que, por muitas vezes, trocam as noites pelos dias para rogar a Deus a proteção de suas congregações”, destacou.
Compaixão
O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) destacou que a atividade de pastor não é uma profissão: “Uma característica fundamental é o princípio da autoentrega. Outra é a preocupação com os outros. Assim como Jesus, o pastor sente compaixão pelo sofrimento alheio e vai ao encontro dos necessitados”.
Já o deputado Ronaldo Martins (PRB-CE) elogiou a atuação de pastores que muitas vezes, segundo ele, substituem o próprio Estado em regiões mais pobres do Brasil: “Na comunidade onde os curtos braços do Estado não chegam, o pastor é o assistente social, pois cuida das pessoas e promove obras sociais que permitem a inclusão das pessoas.”
Segundo o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), “homenagear o pastor é homenagear aquele que cuida de vidas, famílias e que prega para libertação e ensina o caminho para a vida eterna”. A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) destacou que a Igreja Evangélica é atuante no combate à prostituição infantil, ao consumo de drogas e ao analfabetismo. “A igreja e seus pastores são muito importantes para a melhoria do quadro social brasileiro”, ponderou.
Para o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), a participação do pastor e da Igreja em obras sociais ajuda o brasileiro que não é protestante a simpatizar mais com o ideal evangélico: “Em Caxias do Sul, muitas ações sociais e parcerias com creches têm o envolvimento da Igreja. O brasileiro passa a ver mais de perto a prática da Igreja e respeita mais os evangélicos.”
O deputado Pr. Marco Feliciano (PSC-SP) foi outro a destacar que pastor não é profissão, e sim vocação. “Maldito aquele que transforma a sua vocação em profissão. Talvez por isso, nós temos tantos dissabores em nossa Nação e em outras quanto a esse assunto. Mesmo assim, aqui no nosso País, por enquanto, ainda dá para ter orgulho dessa nobre atividade”, avaliou.
'Agência Câmara Notícias'

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