segunda-feira, 11 de abril de 2016

Vamos vencer esta seca sem precedentes que nos vitima

Claudevane Moreira Leite*
Há mais de seis meses que o sul do Estado vive um drama jamais enfrentado pela população nos últimos 50 anos, mesmo antes da criação da Ceplac, que agora é submetida a mais um calvário com seu rebaixamento institucional pelo Ministério da Agricultura.
Na outrora a pujante Região Cacaueira baiana por sua lavoura de frutos de ouro, os rios secaram, os mananciais que forneciam água de boa qualidade sofrem com a estiagem e a lavoura e a pecuária as graves consequências da falta de chuvas. Para enfrentar tão gravoso quadro climático e visando assegurar o diário fornecimento de água potável para nossa gente não temos medido esforços junto às autoridades federais e estaduais.
No plano interno, a Prefeitura de Itabuna e a Emasa trilham caminhos únicos na aquisição de tanques de polietileno colocados em locais estratégicos e abastecidos por 30 carros pipa duas vezes por dia; relocação de motobombas, mangotes e outros equipamentos da captação de Nova Ferradas, onde o Rio Cachoeira secou, para Castelo Novo, visando novo ponto de captação de água bruta e na compra e transporte de água tratada de outras cidades. Graças a Deus, a maioria da população grapiúna tem compreendido as medidas emergenciais adotadas e acatado a orientação da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde para que se evite a ingestão da água pelos elevados índices de cloretos, consequência das marés no único poço capaz de suprir em 350 metros por segundo a atual necessidade de captação de água. De outro lado, temos recebido o reconhecimento dos dirigentes de hospitais, escolas, creches e outros locais abastecidos por carros pipa com água doce e tratada.
Não temos recuado no enfrentamento dessa grave e histórica seca, cujo principal paralelo tem sido a que se abateu sobre a Região Cacaueira nos idos de 1947 e 1951, agravando naquela época a crise dos preços do cacau que somente se recuperaram anos mais tarde com a criação da Ceplac pelo presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira, em fevereiro de 1957.
Nada nos vai fazer esmorecer na luta pela normalidade da oferta de água e na recuperação dos mananciais e da Emasa, que desde o início da nossa administração vem se recuperando gradativamente. Atualmente a empresa tem o vigor de seus dirigentes e funcionários e metas para o futuro.
Nos próximos dias vamos anunciar o resultado do Edital da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) que abrimos para dar uma adequada solução à melhoria da gestão administrativa, econômica e financeira da Emasa.
Cremos, firmemente que, com a Emasa revigorada e adotando novos métodos de governança, seremos capazes de por fim às cíclicas crises de abastecimento d’água que vivemos desde que a empresa foi criada em 1989. A todo esse esforço se junta à determinação do governador Rui Costa na construção da Barragem do Rio Colônia, única obra dessa envergadura atualmente em execução no estado.
Como homem de fé inabalável tenho a certeza de que nossa luta não será em vão e que continuaremos recebendo a solidariedade dos municípios regionais que nos fornecem água para abastecer a nossa gente, dos Governo do federal e estadual e da Embasa. Vamos vencer esta seca sem precedentes que nos vitima. A gravidade climática que agora vivemos no sul do Estado será passageira. Estamos sempre confiantes em Deus!
(*) Prefeito de Itabuna

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