sábado, 21 de maio de 2016

Deputados de governo e oposição irão combater CPMF e enxugamento do SUS

Não pegou bem entre parte de deputados, tanto do governo quanto da oposição, as declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre a necessidade de revisar o tamanho e a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS), com a intenção de enxuga-lo. Barros voltou atrás diante do impacto negativo da sua avaliação.O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), que integra a base de Temer, disse que ficou “impressionado” com as declarações de Ricardo Barros. A universalidade do SUS, segundo ele, não pode ser alterada, e não terá o apoio dos parlamentares. “Se hoje, no Brasil, nós vivemos um momento de dificuldade do financiamento da saúde, é importante que o ministro venha e diga por que ele quer restringir o sistema para apenas uma parte da população”, afirmou.
Para o deputado Jorge Solla (PT-BA), diminuir o SUS é cortar uma conquista de 30 anos. “O ministro da Saúde chegou dizendo a que veio. Ele já disse que o SUS não cabe no orçamento federal e que parte da universalidade e parte da integralidade do SUS têm que ser cortadas”, condenou.
CPMF
Entre partidos da base de apoio do Temer não há consenso sobre outra proposta comentada nesta primeira semana de governo: a recriação da CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. A proposta já está aqui na Câmara (PEC 140/15), enviada pelo governo Dilma, mas não tem o apoio do PSDB, PPS ou DEM.
Para o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), se a equipe econômica insistir por esse caminho, estará andando sobre um terreno infértil.
Já o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) avaliou que é possível reestruturar a economia sem o aumento de impostos. “O caminho de aumento de impostos deve ser evitado. Reformas estruturais, como a da Previdência, devem sinalizar sustentabilidade fiscal no longo prazo. A simplificação tributária, a flexibilização das normas que regem o mercado de trabalho e uma agressiva política de parcerias com a iniciativa privada na infraestrutura devem sinalizar para o aumento da competitividade da economia”, defendeu.
CONTINUA:
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'Agência Câmara Notícias'

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