sexta-feira, 2 de setembro de 2016

FENABAN OFERECE 6,5%. GREVE SE APROXIMA

O setor bancário, que no primeiro semestre obteve lucro líquido de R$ 29,7 bilhões, quer reajustar o salário dos funcionários em 6,5%, índice muito abaixo da inflação do período, projetada em 9,31%.
Comando Nacional dos Bancários orienta a realização de assembleias para rejeitar a proposta e votar greve por tempo indeterminado a partir de 6 de setembro.A proposta feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) durante a quarta rodada de negociação, ontem (29), prevê ainda o pagamento de um abono no valor de R$ 3 mil. Os moldes são os mesmos de 2015 e não serão aceitos pelos trabalhadores.
O índice de 6,5% vale também para as demais cláusulas econômicas. Portanto, o salário de ingresso de caixa e tesoureiro sairia de R$ 1.802,48 para R$ 1.919,64, aumento de apenas R$ 117,16. O auxílio refeição iria de R$ 29,64 para R$ 31,57, elevação de R$ 1,93.
Para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), os bancos propõem a manutenção das regras do ano passado. Ou seja, 54% do salário reajustado em setembro de 2016, acrescido do valor fixo de R$ 1.291,92, limitado a R$ 6.930,54 e ao teto de 12,8% do lucro líquido apurado no primeiro semestre deste ano.
A parcela adicional do benefício corresponde a divisão linear equivalente a 2,2% do lucro líquido apurado no primeiro semestre pelo número total de empregados, limitado a R$ 2.153,21. É migalha e os bancários não aceitam.
"Não dá para repetirmos o jogo de enrolação dos banqueiros. Se a sinalização que a Fenaban dá é no sentido de impor a política de abono para arrochar nossos salários, o caminho é partimos para decidir a campanha salarial", ressalta o presidente da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza. (O Bancário)

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