LUIZA

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mortes por afogamentos em áreas monitoradas pelo Corpo de Bombeiros Militar diminuem pela metade no Estado

Na temporada de verão do ano passado, foram registradas seis mortes por afogamentos em áreas monitoradas, ou seja, com serviço de guarda-vidas. Neste ano, até esta quarta-feira, 8, foram registradas três mortes. Os dados foram levantados do Sistema E-193, do Corpo de Bombeiros Militar, em virtude do encerramento da principal fase da Operação Veraneio 2016/2017.A exemplo do que aconteceu em edições anteriores, após o período de Carnaval, as principais atividades da Operação Veraneio chegaram ao fim nesta semana. A partir de agora, apenas alguns postos em praias mais movimentadas continuam com monitoramento de guarda-vidas. O efetivo do interior do estado, deslocado para atender áreas litorâneas e de balneários durante o verão, também já foi realocado.
Para o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM Onir Mocellin, a Operação Veraneio desta temporada foi bem sucedida. “Tivemos pontos importantes como a implantação de mais uma bandeira de sinalização de praia, que mostra a presença de águas-vivas no mar e na areia. Também lançamos o aplicativo Praia Segura, em que as pessoas podem saber a situação dos postos de guarda-vidas e as condições do mar por meio do celular. Houve a aquisição de um drone para monitorar aglomerados de pessoas e ocorrências de grande vulto nas praias. Isso sem falar na atuação do Ice, o primeiro cão de praia usado para auxiliar guarda-vidas em ações de salvamentos,” apontou o comandante. Todas estas ações visam oferecer informações para que os catarinenses e turistas possam aproveitar as praias com segurança, evitando afogamentos ou outras ocorrências relacionadas aos bombeiros.
Ainda de acordo com o comparativo feito entre a Operação Veraneio de 2015/2016 e 2016/2017, pode-se verificar que o número de arrastamentos (quando as pessoas caem em correntes marítimas e são salvas pelos guarda-vidas sem terem algum grau de afogamento), também diminuiu. Passou de 4.310 casos na temporada passada para 4.002 nesta temporada. Isso se deve, principalmente, à intensificação das ações de prevenção, quando os guarda-vidas orientam ou advertem as pessoas para que saiam de determinadas áreas por serem perigosas e apresentarem riscos de afogamentos. Nesta temporada, as ações preventivas dos guarda-vidas nas praias catarinenses já chegaram a quase três milhões de abordagens.
Já o número de ocorrências de pessoas atingidas por águas-vivas aumentou. Na temporada passada, foram registrados 66.157 casos, enquanto neste ano foram 83.144 casos.
Sobre os óbitos de afogamentos em áreas não monitoradas, ou seja, praias, rios, lagoas e piscinas que não têm o serviço de guarda-vidas, o comandante- geral explica que não há como ter precisão sobre o número exato de mortes. “Na verdade, são chamadas feitas para atendimentos de ocorrências em que, supostamente, a pessoa veio a óbito por ter se afogado em locais perigosos e não monitorados. Nestes casos, o Corpo de Bombeiros não teve oportunidade de intervir para tentar salvar a vida daquelas pessoas. E só o Instituto Geral de Perícias pode apontar com exatidão a causa mortis em cada caso”, explica.
Apesar de já ter sido encerrada a maior etapa, a Operação Veraneio 2016/2017 se estende até o fim do mês de abril.

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