LUIZA

terça-feira, 7 de março de 2017

O pagador de Promessas é atração de “Uma Ideia na Cabeça”

Até 31 de março, sempre às quartas-feiras as 17h, no Palacete das Artes, a ação Uma ideia na Cabeçaapresenta ao público diversos filmes baianos dos anos 60, dentro da programação do projeto Tropicália: Régua e Compasso. Nesta ação já foram exibidos diversos filmes, como: Redenção (1958), Tocaia no Asfalto(1952), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), dentre outros. No dia 8 de março, quarta-feira, será a vez do O Pagador de Promessas (1962), do diretor Anselmo Duarte, entrar na programação.
O filme conta a história de Zé do Burro, um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso até a igreja de Santa Bárbara em Salvador. Baseado na peça de Dias Gomes foi o único filme brasileiro a receber a Palma de Ouro em Cannes.
Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha, será exibido no dia 15. Passado num país fictício, Eldorado, o filme é uma grande parábola da história do Brasil no período 1960-66, com seus personagens de diferentes tendências políticas. Sua narrativa alegórica e operística, levada a extremos, causou grande polêmica na época, influenciando até hoje, vários cineastas.
Dia 22/03, é a vez de Macunaíma (1969), do diretor Joaquim Pedro de Andrade baseado na obra de Mario de Andrade, um grande sucesso de bilheteria do cinema nacional. Herói preguiçoso e sem nenhum caráter, nasceu na selva e, de preto, virou branco. Depois de adulto deixa o sertão em companhia dos irmãos e vive aventuras na cidade. Macunaíma ama vários tipos de mulheres, enfrenta vilões milionários e personagens mitológicos.
Para encerrar o projeto, dia 29, será exibido Tropicália, do diretor Marcelo Machado. O documentário traz uma análise sobre o importante movimento musical homônimo, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no final dos anos 1960. Resgata uma fase na história do Brasil em que a cena musical fervilhava e os festivais revelavam novos talentos. Ao mesmo tempo, o Brasil sofria com a ditadura dos militares no poder, o que fez com que artistas, intelectuais e ativistas fossem torturados, mortos e exilados do país.

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