LUIZA

sábado, 29 de abril de 2017

Vereador Hilton Coelho (PSOL) classifica programa Revitalizar de ACM Neto como excludente e benéfico apenas aos empresários


Na sessão desta terça-feira (25) o vereador Hilton Coelho (PSOL) classificou o programa Revitalizar como benéfico aos interesses empresariais. “O prefeito ACM Neto (DEM) não beneficia apenas sua família. Diversos grupos empresariais, como o Mazzafera, que comprou mais de 100 imóveis na região central da cidade e a empresária Luciana Rique, que adquiriu 35 imóveis na região do Santo Antônio Além do Carmo, veem seus empreendimentos recompensados com o Projeto de Lei nº 302/16, o Programa Revitalizar, que garante uma série de benefícios para empreendimentos na região histórica da cidade”, disse.Para o legislador, “apesar dos graves erros na condução da Lava Jato, e de sua sanha punitiva voltada alguns alvos específicos, a investigação deixou explícita o que os setores mais críticos da sociedade sempre acusaram: a forma de gestão do Estado se dá por meio de relações espúrias entre as empresas privadas e os políticos que ocupam posições de poder”.
A delação dos executivos da Odebrecht, mesmo que com alguns excessos, demonstram o modus operandi de gerir a coisa pública. Para o vereador do PSOL, “o Estado é moldado para beneficiar as empresas, seja pela realização de obras e serviços de importância duvidosa, contratos superfaturados, e até mesmo a aprovação de leis, medidas provisórias e outras legislações com o mero propósito de atender aos interesses particulares do setor empresarial. Aqui em Salvador a situação não é diferente”.
Hilton Coelho quer a apuração rigorosa das delações da Odebrecht em relação às obras da reforma da Barra. “Segundo os executivos, foram feitas com o pagamento de propinas à Prefeitura de Salvador. No PDDU de ACM Neto, imposto em 2016, foram demarcadas três grandes áreas como locais onde podem ocorrer as operações urbanas consorciadas, que é um instrumento urbanístico em que as empresas privadas lucram com o espaço da cidade. Exatamente os mesmo três locais que a Odebrecht tinha proposto em estudos anteriores, encaminhados para o então Prefeito João Henrique. Mas, mesmo com as denúncias, a situação não muda. A empresa responsável pelo contestado projeto do BRT de Salvador é ligada à Odebrecht e foi a mesma que elaborou os projetos da Barra em que houve pagamento de propina. Esse é o método ACM Neto de governar”.
Para ele, “uma mesma empreiteira tem vencido as principais licitações das obras da Prefeitura Municipal, a Axxo Construtora. Entre os sócios desta empreiteira está Arnaldo de Melo Gusmão, casado com Paula Magalhães, prima do prefeito ACM Neto. Mais uma vez, a família Magalhães utiliza do poder do estado para enriquecimento pessoal, da mesma forma que se deu com a OAS e o ACM, o original. É o modo específico desta família de segurar o chicote na Bahia. Queremos que a sociedade participe ativamente das discussões do Programa Revitalizar e impeça que apenas a visão dos grandes empresários sejam vitoriosa”, conclui Hilton Coelho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário