LUIZA

terça-feira, 23 de maio de 2017

BANCÁRIAS DA BAHIA E SERGIPE REJEITAM REFORMAS DO GOVERNO TEMER E EXIGEM “DIRETAS JÁ!”

Conclamando as mulheres à luta contra as ameaças aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e pelas “Diretas já!”, aconteceu neste final de semana o II Encontro das Bancárias da Bahia e Sergipe. No sábado (20), pela manhã, foram debatidas a conjuntura política e econômica e as consequências das reformas trabalhista e previdenciária do Governo Temer para as mulheres.No encontro, Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, fez uma explanação sobre o momento político e econômico em que o Brasil vive, quando os direitos dos trabalhadores e a democracia estão ameaçados pelo golpista Governo Temer. Destacou a importância da luta, de homens e mulheres, no Congresso Nacional e nas ruas, em defesa dos interesses dos trabalhadores e pelas “Diretas Já!”. “Não podemos passar para a história como a geração dos covardes, precisamos ter coragem neste momento”, declarou.
Reformas trabalhista e previdenciária - Sobre as consequências das reformas trabalhista e da Previdência para as mulheres, Dra. Rosimeire Lopes Fernandes, juíza do trabalho, lembrou que “a ordem jurídica deve estar em prol da dignidade humana, não o inverso” e que as propostas não são de reforma, mas de “demolição”. Além de que são inconstitucionais, pois não respeitam os princípios de igualdade e justiça social da Constituição.
A representante da Secretaria Estadual de Promoção para as Mulheres (SPM), Michele Fraga, fez uma exposição sobre a Campanha “Respeita as Minas”, que denuncia o assédio contra as mulheres nas ruas. A campanha iniciou neste ano no carnaval de Salvador, ocasionando uma diminuição da violência e do assédio contra as mulheres na festa. Para Michele, “precisamos falar de gênero no trabalho, na sociedade civil e na política e combater o machismo no ambiente de trabalho”. Em sua avaliação, os vários tipos de violência (emocional, moral, física) que as mulheres sofrem estão em casa, no trabalho e nas ruas. “Somos responsáveis pelo combate ao machismo no dia a dia”, declarou.
Já a jornalista Renata Miele, coordenadora do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), analisou o papel da mídia na forma como a mulher é tratada na sociedade. Para ela, os meios de comunicação reproduzem estereótipos, relações de poder e o machismo contra as mulheres. “Somos audiência dos grandes meios de comunicação e reproduzimos em nossos lares sua influência”, avaliou.
Participaram do Encontro, promovido pela Diretoria para Assuntos de Gênero da Federação, 168 representantes das entidades sindicais filiadas, sendo 132 bancárias e 36 bancários. Estiveram presentes os sindicatos da base de Feira de Santana, Sergipe, Extremo Sul, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Ilhéus, Irecê, Itabuna, Camaçari e Bahia. (Feeb Ba/Se)

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