LUIZA

sábado, 15 de julho de 2017

O dia que eu processei um cliente


Advogado é um ‘bicho’ incompreendido, rotulado, muitas vezes, de vários adjetivos nada atraentes, mas, como bem pontua a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 133: Essencial para a promoção da Justiça!
E assim, com o peito cheio de prazer e satisfação ao ostentar a carteirinha que faz jus ao título, o advogado segue, promovendo a justiça, sendo amado por uns, incompreendido por outros, e essencial para ambos!
Do alto do seu ofício, ao deitar diariamente, lembra-se do sentimento de Missão Cumprida.
Sim, como capitão de bordo nas embarcações dos problemas que surgem na vida de seu cliente, o advogado segura os remos, conduz o leme, salvando e protegendo seu bem maior: o cliente.
Todavia, o problema, por vezes, surge, na hora do acerto de contas.
É como se o advogado não tivesse, igualmente, direitos, mormente de ser plenamente remunerado pelos serviços jurídicos efetivamente desempenhados.
Certa feita, escrevi, aqui mesmo, no portal Jusbrasil, um artigo que orientava como evitar levar canos, calotes de clientes.
Não é fácil ajuizar ação em face de quem você já defendeu com unhas e dentes!
A cabeça dá um nó!
Mas, para cumprir com a plenitude do ideal de Justiça, se o advogado não perseguir, inicialmente, os seus próprios e justos direitos, como será perseguir e lutar por ideais alheios?
E assim, se necessário, ajuíze uma ação de cobrança de honorários, seja leal consigo mesmo e deixe uma reflexão para os acostumados a darem calotes nos advogados: - Comigo não, violão!

Fatima Burégio

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