sábado, 26 de maio de 2018

Polícia Civil deflagra operação “Mercator Vestis” e cumpre diversos mandados de busca e apreensão e prisão


CORUMBÁ (MS): Nesta quinta-feira (24), o SIG- Setor de Investigações Gerais deflagrou a Operação “Mercator Vestis” – Referência a organização que se utilizava de uma boutique no centro da cidade para “lavar” dinheiro oriundo do tráfico de drogas. A operação contou com a presença de 25 policiais, dentre integrantes do SIG/DRP, DAIJI (Delegacia de Atendimento a Infância, Juventude e Idoso), DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), DRP (Delegacia Regional de Polícia), NRP (Núcleo Regional de Perícias) e Delegacia de Ladário. Oito viaturas foram utilizadas, entre veículos caracterizados e descaracterizados.
A Operação desencadeada visava cumprir mandados e busca e apreensão, além de mandados de prisão temporária decorrentes de investigação do SIG referente à tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Por volta das 15h as equipes coordenadas pelo Setor procederam o cumprimento ao mandado de Busca e Apreensão Autos expedido pela Primeira Vara Criminal.





Na Rua 15 de novembro, loja G&b após cientificar o mandado de ROBILÂNIA MIRANDA, vulgo “BILA” iniciou as buscas no imóvel vindo a localizar em cima de sua cama um invólucro grande de entorpecente pesando aproximadamente 209,5 gramas e também dentro de um copo de liquidificador cerca de 53 gramas de substancia análoga a cocaína, ainda foram encontrados sacolas plásticas para o embrulho do entorpecente, uma tesoura, R$ 125,00 Reais em dinheiro trocados e um veículo Ford KA utilizado pela investigada para entregar entorpecentes.

Ainda no local foi preso TAYLON MÁRCIO DE ALMEIDA PEREIRA, vulgo “THAYSSA ALMEIDA” que tinha em seu desfavor um mandado de prisão em consequência das investigações, bem como fora encontrado em seu quarto uma porção de cocaína pesando aproximadamente 7,6g e duas porções de pasta base pesando cerca de 5,5g.

De modo concomitantemente, as demais equipes deslocaram até a Rua Joaquim Murtinho, local onde residem outras investigadas da organização, localizando no imóvel de GLACINETE RODRIGUEZ, vulgo “GLAUCI”, 7 paradinhas pesando aproximadamente 3 gramas embrulhadas em invólucro idêntico ao encontrado na loja da “BILA” e uma tesoura.

Na residência de outra investigada foram encontradas três trouxinhas de maconha pesando aproximadamente 3 gramas. Após o cumprimento do mandado na loja G&B, a Equipe do SIG deslocou até a residência do investigado MARCIO DA COSTA PEREIRA e ao constatar que este não se encontrava em sua residência, foram feitas diligências nas imediações do bairro onde foi possível localiza-lo e realizar a abordagem.

Em revista pessoal foram encontradas em seu bolso 26 trouxinhas de substância análoga a cocaína pesando aproximadamente 14.5 gramas, que o autuado comercializava durante o dia, utilizando-se de uma motocicleta cor vermelha.

Durante a operação ainda foram cumpridos os mandados de prisões das investigadas OZANA RODRIGUES NOLASCO, GISLAINE LAURA APARECIDA MARÍCILIA RODRIGUES ARIANE SOARES e GYSLAINE SAMANIEGO BRITTS, além da apreensão de um veículo Toyota/Prius utilizado pela organização criminosa para entrega de drogas.

Por fim, ainda foi cumprido um mandado de Busca e Apreensão na Rua 21 de setembro, local utilizado para realização de festas, residência que ficara evidenciada a entrega de entorpecentes pelo grupo, possivelmente para usuários.

Diante aos fatos constatados, todos os envolvidos sem lesões corporais foram conduzidos até o SIG/DRP para as devidas providencias.

Conforme o Delegado Titular do SIG, Dr. Rodrigo Blonkowski explicou, “a Operação ‘Mercator Vestis’ desencadeada nesta quinta-feira foi o fechamento de mais de três meses de investigações. Pôde-se mapear e identificar os indivíduos de uma verdadeira teia criminosa utilizada para a comercialização de entorpecentes na cidade, em vários bares e casas de shows. O grupo também se utilizava de uma boutique para ‘lavar o dinheiro’ oriundo da mercancia de entorpecentes, ou seja, dar uma aparência lícita ao dinheiro ilicitamente arrecadado. Quatro dos indivíduos que contavam com mandado de prisão temporária (30 dias, prorrogável por mais 30) foram presos também em flagrante, ou seja, confirmando o teor das investigações encetadas pelo SIG”.

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