sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Negros de Itabuna relatam experiências com racismo institucional


A sessão solene pelo Dia da Consciência Negra na Casa de Leis itabunense, na noite de terça, 20, registrou relatos de violência sofrida em virtude da cor da pele. Da plateia, vários negros confidenciaram experiências racistas vividas em organizações públicas e privadas. Os exemplos foram de mal atendimento médico-hospitalar, abordagens policiais indevidas a assédio moral no trabalho.
Presidindo a solenidade, Jairo Araújo (PCdoB), condenou “o discurso raivoso contra o povo negro”. A professora Ivone Miranda, do Movimento Negro Unificado, lamentou a inércia da Lei 10.639/03 que obriga incluir a História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar brasileiro. “Não saiu do papel”, declarou. Para ela, o Brasil tem uma dívida histórica com o povo negro.
O combate ao racismo institucional, na visão de lideranças presentes na sessão, também passa pela ampliação dos negros nos espaços de poder. Eles defenderam a presença de mais negros ocupando cadeiras vagas no Legislativo e nos conselhos municipais. Para Ingrid Mano, a Beleza Negra de Itabuna, a educação é outra arma poderosa contra a discriminação racial.
Zumbi
20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra em homenagem a Zumbi dos Palmares, ícone da luta contra a escravidão no Brasil. Atualmente, um projeto de lei tramita em Brasília para inscrever Dandara dos Palmares, a esposa de Zumbi, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Fotos: Pedro Augusto Benevides

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