sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Propostas do novo governo para economia recebem apoio e críticas de deputados

O presidente eleito Jair Bolsonaro começará o mandato com a missão de encontrar respostas rápidas para a economia brasileira. Seu programa de governo coloca as privatizações de empresas estatais como uma das principais medidas para equilibrar as contas públicas. Segundo o programa, todos os recursos obtidos com privatizações e concessões irão para o pagamento da dívida pública. Apesar disso, em entrevistas, Bolsonaro já falou em deixar de fora o setor elétrico, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, entre outros.
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), critica a proposta de privatizações. "Eu acho que esse é um caminho errado. Achar que o mercado resolve tudo, que o Estado não tem papel ou que tem um papel secundário. Em uma sociedade com tantas desigualdades, o Estado precisa estar presente, precisa ser o indutor, organizador, controlador e promotor de políticas públicas. Pensar apenas em privatização como remédio não deu certo em lugar nenhum do mundo", disse o deputado.Já o presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, deputado Renato Molling (PP-RS), concorda com as privatizações. "Eu sou totalmente favorável. O País precisa realmente fazer com que todas as empresas deem retorno à população, e a gente vê que muitas empresas estatais hoje não conseguem atingir seus objetivos. A privatização é o caminho", afirmou.
Redução de tributos
Quanto aos tributos, o programa de Jair Bolsonaro prevê gradativa redução da carga tributária, simplificação e unificação de tributos federais, assim como descentralização e municipalização para aumentar recursos tributários na base da sociedade. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já falou em reduzir o teto da tributação do Imposto de Renda de pessoas físicas para 20%.
Renato Molling acredita que a proposta é justa. "A carga tributária hoje está muito elevada. Cobrar dos mais ricos, dos mais pobres, isso aí é muito no discurso. Acho que tem que cobrar de todos, tem que ser igual para todos, porque aquele que é rico, ou seja, uma grande empresa, tem que pagar igual, não mais do que os outros, porque ela vai continuar gerando emprego", declarou.
Daniel Almeida, por outro lado, afirma que a proposta prejudica parcelas menos favorecidas da sociedade. "Em algum momento, se falou dessa redução das alíquotas, o que pode significar uma redução de tributação para os mais ricos, penalizando ainda mais os mais pobres. Vai na contramão do que é desejável em uma reforma tributária progressiva", afirmou.
'Agência Câmara Notícias'

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