segunda-feira, 18 de março de 2019

Revés da Lava Jato podem impulsionar recondução de Dodge? Atual chefe do MPF contaria com apoio no STF, STJ, OAB e de setores do Congresso



O revés da Lava Jato em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e a abertura para investigar ataques ao tribunal, inclusive por parte de procuradores da República, teve um efeito político colateral: o apoio à recondução de Raquel Dodge ao cargo de procuradora-geral da República. Mesmo que não tenha voto para figurar na lista tríplice de candidatos ao cargo em eleição feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República.
Parte dos ministros do STF, especialmente, reforçam as críticas à lista tríplice na tentativa de enfraquecer o movimento corporativo que alijará Raquel Dodge. Sem apoio da base, Dodge dificilmente teria votos hoje para figurar na lista.

Não existe previsão legal para a lista tríplice. Mas desde o governo Lula, a manifestação da categoria tem sido prestigiada (Lula e Dilma Rousseff indicaram os mais votados, Michel Temer indicou Dodge, que foi a segunda da lista).

Os primeiros sinais foram revelados ontem, no julgamento em que o STF manteve sua jurisprudência e reafirmou a competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns – como corrupção – conexos aos delitos eleitorais.

Durante a sessão, Dodge foi expressamente defendida por Gilmar Mendes das críticas que parte da carreira faz à sua condução da Procuradoria-Geral da República (PGR). Disse que a pressão corporativa por verbas poderia ser o motivo do descontentamento da carreira. O ministro afirmou que Dodge certamente não iria se pronunciar publicamente sobre isso.

Leia análise completa de Felipe Recondo.

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