quinta-feira, 30 de maio de 2019

Farm Show terá palestra da Embrapa sobre doenças foliares do algodoeiro

Cotonicultores do Oeste Baiano poderão conhecer mais de perto a maneira mais eficiente de controlar e combater as principais doenças foliares do algodoeiro durante palestra que vai ocorrer nesta sexta-feira, 31, dentro da programação técnica do Bahia Farm Show, que ocorre até sábado, 1º de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). Ramulária e mancha alvo do algodoeiro serão os focos da palestra de Alderi Emídio de Araújo, pesquisador da Embrapa Algodão.Além dos aspectos mais técnicos sobre o controle dessas doenças, Araújo deverá abordar também os resultados do trabalho da rede nacional que a Embrapa criou para avaliar a eficiência de agroquímicos utilizados no cultivo do algodoeiro nos cerrados brasileiros. A palestra vai ocorrer a partir das 14 horas, no auditório da Fundação Bahia, que está localizado no KM 242, da BR 020.
A mancha alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, um polífago que ataca cerca de 530 espécies de plantas. O patógeno ataca o algodão em vários países, tendo sido relatado nos Estados Unidos pela primeira vez em 1959, no Alabama. Foi relatado na Bolívia em 1994 e no Brasil, no estado de Mato Grosso em 1995.
Já a mancha de ramulária é uma velha conhecida dos produtores, sendo considerada a principal doença do algodoeiro no país, responsável por até 12 pulverizações durante uma safra em regiões mais suscetíveis ao patógeno, transmitido pelo fungo Ramularia aréola.
Os primeiros sintomas da ramulária são manchas verde-azuladas, porém os sintomas mais característicos da doença são pequenas lesões na parte inferior da folha, delimitadas pelas nervuras, cobertas por uma esporulação branca. Em condições de ataque mais severo, as lesões também são observadas na face superior da folha.
A doença causa a queda prematura das folhas e essa desfolhagem intensa e prematura pode causar a abertura precoce dos capulhos, prejudicando a qualidade da fibra. Em cultivares mais suscetíveis à ramulária, a queda de produtividade pode alcançar 75%. A dispersão do patógeno ocorre facilmente pela ação do vento ou pelo trânsito de máquinas na lavoura.
A rede de pesquisa conduzida pela Embrapa, reúne outras empresas de pesquisa, empresas de consultoria e fabricantes de agroquímicos, que deve avaliar nas próximas safras a eficiência de 19 fungicidas no controle da mancha de ramulária. O controle de pragas e doenças representa até 37% dos custos de produção.

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