sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Reunião técnica envolve parceiros do projeto Amazongen


Foto: Elisângela Santos - Menezes: tambaquis sem espinha em Y

Aconteceu na última segunda-feira (02) a Reunião Técnica sobre Reprodução de Tambaqui e Capacitação para Coleta de Dados Reprodutivos no auditório da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO). Na ocasião, produtores parceiros do projeto Amazongen dos estados de Tocantins, Amazonas e Rondônia compareceram ao evento, cujo objetivo foi levantar informações sobre as técnicas utilizadas pelos produtores na reprodução do tambaqui e capacitá-los para coletar os índices reprodutivos que serão utilizados no gerenciamento do plantel e alimentarão o software que está sendo desenvolvido no projeto.
O Amazongen é financiado pelo Fundo Amazônia e é voltado para a transferência de tecnologia. O projeto visa montar três núcleos satélites, que consistem na organização dos planteis de produtores de tambaqui, com a implementação de controles para futuramente gerar relatórios que vão auxiliar no momento da reprodução. Além da Embrapa Pesca e Aquicultura, são parceiros do Amazongen os centros de pesquisa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Amazônia Ocidental e Rondônia.

Após as boas vindas da chefia, foi apresentado o projeto e os critérios para se estruturar um núcleo satélite. Na sequência, os produtores apresentaram suas fazendas. A primeira a falar foi a proprietária da Aquicultura Fazenda São Paulo, de Brejinho de Nazaré (TO), Miyuki Hiashida. “Meu trabalho com aquicultura começou em 1987, antes mesmo de existir o estado do Tocantins, com produção de camarão de água doce. Mas não tivemos sucesso por problema de mercado, que rejeitava o produto”, recorda ela. Em 1994, resolveu trabalhar com tambaqui, caranha, piau e curimatã. Hoje boa parte da produção de tambaqui, tambatinga, surubim, piau e curimatã é direcionada para o Pará, mas ela também comercializa peixes para a Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Após parceria com a Aquabel (que produz alevinos de tilápia, com foco em melhoramento genético, alto volume de produção e fornecimento contínuo de alevinos ao longo do ano), a empresa passou a ocupar 50 por cento dos viveiros e mais da metade dos laboratórios da Fazenda São Paulo.

“A média de produção por safra, que é de setembro a março, é de 8 milhões de alevinos. Na entressafra, 4 milhões”, contabiliza Miyuki.

Elisângela Santos (19.500 MTb-RJ)

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