domingo, 1 de setembro de 2019

Tecnologias do Futuro #05 – Futuro do diagnóstico de doenças intestinais é uma pílula

Por Denis Pacheco
Em 2015, o patologista e engenheiro Guillermo Tearney lançou, na Universidade Harvard, uma sonda pequena o suficiente para ser engolida, capaz de captar imagens detalhadas do intestino sem exigir anestesia. O dispositivo, em formato de pílula, tem o potencial de facilitar o rastreamento e o estudo de doenças intestinais.
Para a professora Carla Taddei de Castro Neves, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, que estava presente no lançamento da sonda, a invenção representa um “tremendo ganho diagnóstico” por ser um exame não invasivo que elimina biópsias e intervenções mais agressivas em pacientes. De acordo com ela, a cápsula tem a tecnologia para analisar em tempo real todo o tecido gastrointestinal, permitindo aos médicos não apenas a redução do tempo de diagnóstico, mas uma maior capacidade de precisão e especificidade na identificação da doença.
No futuro, afirma a docente, a cápsula poderá ser o ponto de partida para uma série de descobertas. “A gente sabe que a microbiota intestinal, por exemplo, tem uma relação muito grande com doenças como a obesidade, diabete e com o câncer. Talvez, no futuro, a gente possa desenvolver metodologias que possam analisar alguns grupos bacterianos em tempo real”, teoriza ela.
Para a especialista, “a ciência está caminhando muito rapidamente para que a gente consiga desenvolver técnicas cada vez mais sensíveis e específicas para melhorar o diagnóstico de várias doenças”.

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