domingo, 7 de fevereiro de 2021

Fitilho como isca artificial permite aumento de mais de 50% de produtividade na pesca artesanal

Foto: Adriano Prysthon
Experimento fez parte do projeto PescAraguaia, que envolveu 15 comunidades pesqueiras. Pesquisa participativa reuniu ciência e conhecimento tradicional, com a participação efetiva de pescadores da região. Objetivo é estender a tecnologia para outros ambientes aquáticos continentais ou marinhos. Publicação lançada em dezembro passado traz informações sobre a tecnologia e recomendações para políticas públicas que beneficiem a pesca artesanal no Brasil. Uma opção de isca artificial que usa fitilhos prateados (tiras de matéria plástica muito resistentes), material barato e facilmente encontrado no comércio, mostrou ganho de até 55% na pesca artesanal quando comparada a outras situações de pesca. O resultado faz parte de um dos experimentos do projeto PescAraguaia, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), conduzido em Caseara, município que fica na margem tocantinense do Rio Araguaia. Ao todo, o projeto envolveu 15 comunidades pesqueiras (entre colônias de pescadores e aldeias indígenas) de municípios da bacia do Araguaia no Tocantins. O experimento abrangeu cinco expedições pesqueiras em oito locais de pesca do rio. No total, foram 53 lances de redes de emalhe, também chamadas malhadeiras e que são a principal modalidade usada pelos pescadores artesanais da bacia Araguaia-Tocantins. As redes foram divididas em três partes iguais, duas com iscas artificiais e uma sem isca, considerada o controle ou referência no experimento. Além dos fitilhos prateados, foram usados lightsticks ou bastões de luz. Ambos facilmente encontrados no mercado. O coordenador do projeto PescAraguaia, Adriano Prysthon, comemora o resultado do projeto. “Tivemos sucesso em aumentar a produtividade com baixo investimento e fácil acesso aos pescadores”. Ele destaca ainda que essa tecnologia, gerada em parceria com a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), pode ser estendida para qualquer ecossistema aquático onde haja pesca artesanal, seja em ambiente continental ou marinho. Os resultados obtidos e as recomendações sobre o uso da tecnologia estão descritos na publicação Iscas artificiais de baixo custo para as redes de emalhe da pesca artesanal, rio Araguaia,Tocantins lançada pela Embrapa em dezembro passado e que está disponível online. Veja mais informações abaixo.

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