quinta-feira, 11 de março de 2021

Protagonismo feminino marca diretorias da Polícia Civil

Primeira mulher a se tornar diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a delegada Andréa Ribeiro é mais uma presença feminina a assumir esse importante cargo na área da segurança, até então ocupado por homens. Outro exemplo que ilustra tão bem é o da delegada Rogéria Araújo, com 24 anos de serviços prestados à Polícia Civil. Atualmente, ela está à frente do Departamento de Polícia do Interior (Depin), até então dirigido por homens, desde a sua criação em 1976. Rogéria iniciou carreira na Delegacia Territorial (DT) de Nova Soure, como a primeira delegada do município. Em seguida, passou por Ribeira do Pombal, Inhambupe, 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra) e 4ª Coorpin/Santo Antônio de Jesus, sendo a primeira mulher a coordenar aquela Coorpin. “Por se tratar de carreira composta em sua maioria por homens, no início observei certo preconceito por parte da sociedade, principalmente nas cidades para onde fui designada como primeira mulher a ocupar o cargo”, lembrou a diretora do Depin. Com o passar do tempo, o número de mulheres na carreira policial cresceu e condutas desse tipo foram superadas. “Internamente, nunca enfrentei qualquer tipo de preconceito por parte dos meus superiores e nem mesmo das equipes com as quais trabalhei”, afirmou Rogéria. Removida para Salvador, ela foi titular nas unidades da Liberdade, Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), 4ª DT/São Caetano, 9ª DT/Boca do Rio e 1ª DT/Barris.
DHPP - Já a diretora do DHPP, delegada Andréa Ribeiro, iniciou carreira na PC em 2002, trabalhando durante cinco anos no interior do estado, nas cidades de Bom Jesus da Serra, Planalto, Valença, Presidente Tancredo Neves, Serrinha e Feira de Santana. Em 2007, Andréa foi removida para o Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio (Gerce), já extinto, incorporando, em 2009, a Delegacia de Homicídios (DH), nos Barris. “Lá estive à frente da investigação do homicídio da pediatra Rita de Cássia Tavares Martinez, sequestrada no estacionamento de um shopping, por um presidiário beneficiado com a saída temporária do Dia dos Pais. Um caso de repercussão na mídia, que foi um divisor de águas em minha carreira, pois proporcionou um grande amadurecimento profissional”, ressaltou a delegada. Antes de assumir a diretoria do DHPP, Andréa Ribeiro integrou, durante quatro anos, o quadro de delegados do Departamento, criado em 2011. “Dirigir o local onde construí parte de minha história na Polícia Civil é uma missão de muito orgulho e responsabilidade. É a certeza de continuar no propósito de servir cada vez melhor a sociedade”, frisou. Transferida para o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), em 2017, ela foi designada para assumir a Coordenação de Narcóticos, onde ficou por mais cinco anos. “A mulher policial representa um avanço no ambiente de trabalho, no que se refere a igualitárias relações de gênero”, ressaltou.
Ascom-PC/Priscila Carvalho

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