sexta-feira, 26 de novembro de 2021

PRAINHA do MAM sedia performance artística amanhã (27.11) às 13h

A famosa ‘Prainha do MAM’ do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM – Av. Contorno, s/n°), em Salvador, sedia amanhã (27.11), às 13h, nas suas águas transparentes uma performance artística do Grupo de Interferência Ambiental (GIA) como celebração para os seus 18 anos de intervenções e produtos de arte. Logo depois, às 16h, o Grupo Gia fará mais performances no ‘Pátio da Mangueira’ – área central do MAM – e o primeiro lançamento presencial na Bahia da publicação ‘O Livro do GIA’. A entrada para a Prainha do MAM só poderá ser feita através dos barcos da Comunidade do Unhão ao custo de aproximadamente R$ 5 por pessoa para os barqueiros e pescadores. Já o acesso ao Pátio da Mangueira é gratuito. O livro foi lançado virtualmente em maio na 12ª Bienal da UNE, no Teatro Oficina em São Paulo (http://youtube.com/uneoficial), mas este é o primeiro lançamento presencial. O MAM dispõe de mais de 15.000 m² de áreas livres à céu aberto o que possibilita circulação permanente de ar e distanciamento entre as pessoas. De acordo com Everton Marco, integrante do Grupo GIA, a ideia é associar o lançamento a outros trabalhos já realizados por eles. “As pessoas podem e devem vir com roupa de banho para estar na água do mar com a gente”, lembra Everton. Depois do banho de mar, o grupo e o público seguem para o ‘Pátio da Mangueira’. “Vamos montar o ‘Caramujo’ com lona amarela, abaixo e no entorno colocaremos o nosso um tabuleiro de damas e abriremos 24 garrafas da nossa CervejaGIA que serão ofertadas ao público”, relata Everton. Além disso, será realizado um bingo e sorteios do livro do Grupo, do catálogo do MAM, objetos, pinturas e fotografias como prêmios para o público presente. ESPAÇO PÚBLICO – Formado pelos artistas visuais, designers, arte-educadores e músicos Cristiano Piton, Everton Marco, Luis Parras, Ludmila Britto, Mark Dayves, Tiago Ribeiro e Tininha Llanos, o GIA atua no encontro entre arte, espaço público e convivência. Além da amizade, os integrantes têm em comum admiração pelas linguagens artísticas contemporâneas e sua pluralidade. O ‘Livro do GIA’ é um desejo antigo do grupo. Imagens de trabalhos do GIA nesses 18 anos, textos da curadora e ex-diretora do MAM-Bahia, a baiana Solange Farkas, além de Marcelo Campos, Clarissa Diniz e Marcelo Faria, são algumas das atrações da publicação. Letras de sambas, receitas e contos que formam um registro expandido das ações do grupo nessas quase duas décadas de trabalho, também compõem o livro.  HUMOR e CIDADE – Segundo os integrantes, a variedade é uma das características do GIA. “Existe uma dificuldade de categorização. Isso porque nós nunca nos preocupamos muito em imprimir no grupo um estilo único, embora muita gente tenha escrito que a precariedade, a informalidade e o humor sejam marcas registradas de nossas ações”, destaca a integrante Ludmila Britto. Já para Luís Parras essa questão nunca foi muito relevante. “Tudo começou de forma muito espontânea e sem preocupações de definir um estilo ou uma forma rígida que caracterizasse o coletivo”, diz Parras. Eles também relembram a mudança de cenário: “a cidade de Salvador, quando começamos, é outra completamente diferente da que temos hoje”, finaliza Marcelo Terça-Nada!

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