terça-feira, 10 de maio de 2022

Nos quatro primeiros meses de 2022, PC-CE localizou 250 pessoas desaparecidas em Fortaleza

A 12° Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), unidade especializada nas investigações envolvendo pessoas desaparecidas, localizou, só nos quatro primeiros meses deste ano, 250 pessoas que estavam desaparecidas em Fortaleza. O número, que corresponde a um aumento de 60,2%, se comparado ao mesmo período do ano passado – quando localizaram 156 pessoas -, é resultado de um trabalho ininterrupto da PC-CE bem como no aumento do efetivo para atuar neste tipo de ocorrência. Com o intuito de dar uma rápida resposta às famílias que estão com algum parente ou amigo desaparecido, a 12ª delegacia do DHPP segue com um trabalho de inteligência que já resultou na localização de 250 pessoas desaparecidas. Destas, apenas 8%, ou seja, 20 pessoas, foram encontradas sem vida. Entre as ferramentas utilizadas pelos investigadores está o uso da tecnologia e de técnicas de investigação, bem como a ampla divulgação dos casos, a troca de informações entre as forças de seguranças, os órgãos públicos, familiares e pessoas próximas àquelas vítimas que se encontram desaparecidas. Imagens de câmeras de segurança dos locais onde as vítimas foram vistas pela última vez, características físicas, roupas usadas por elas, todas essas informações implicarão na agilidade para localizá-los. Outro ponto a se destacar no trabalho da especializada, é o número do efetivo, uma vez que houve um aumento nas equipes designadas para investigar esses casos. O delegado titular da 12ª, Augusto Soares, comenta sobre o reforço na equipe e sobre o apoio da população para solucionar estes casos. “Neste ano, tivemos um aumento de efetivo e isso, sem dúvidas, contribuiu no aumento de elucidação dos casos. Quero reforçar isso, porque sei que temos policiais preparadíssimos. Somos uma instituição com investigadores qualificados para atuar em diversas áreas inclusive, nessas ocorrências mais sensíveis, que é a de pessoas desaparecidas”, disse o delegado. Augusto ressaltou o apoio da população nesse tipo de investigação e a importância de comunicar o desaparecimento da vítima assim que tomar conhecimento, sem precisar aguardar 24 horas. “Reforço mais uma vez, o quão importante é o apoio da população na divulgação destes casos, o compartilhamento das fotos nas mídias sociais, as ligações com informações verídicas, denúncias anônimas e principalmente a agilidade das famílias em procurar a delegacia, isso é fundamental para que possamos trabalhar logo nas primeiras horas em que aquela pessoa se encontra desaparecida”, finalizou o delegado.

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