Retirar o autismo nível 1 do espectro não é evolução. É um enorme retrocesso.
A discussão sobre criar um diagnóstico separado para pessoas hoje classificadas como autistas nível 1 pode até ser apresentada como uma proposta científica, mas não podemos ignorar seus impactos sociais e jurídicos.
Quem é autista nível 1 já enfrenta diariamente a invisibilidade. São pessoas com inteligência preservada, mas que convivem com sobrecarga sensorial, exaustão, dificuldades profundas de interação social, rigidez cognitiva, depressão e desafios para manter vínculos pessoais, empregos, etc.
Na prática, muitos já ouvem: “você nem parece autista”. Agora imagine o que acontecerá se deixarem de fazer parte do espectro?
Isso significa menos reconhecimento, menos acesso a políticas públicas e ainda mais invalidação das suas necessidades básicas e urgentes.
Não podemos esquecer que adultos autistas, especialmente aqueles sem o suporte adequado, apresentam maior risco de sofrimento psíquico e comportamento suicida quando comparados à população geral. O isolamento social, o masking constante, os abusos, o assédio moral e a tentativa de se encaixar em padrões que não respeitam sua neurodivergência cobram um preço alto.
O problema nunca foi o diagnóstico. O problema sempre foi à falta de suporte.
Retirar pessoas do espectro não elimina suas dificuldades. Apenas as torna ainda mais invisíveis.
A discussão sobre criar um diagnóstico separado para pessoas hoje classificadas como autistas nível 1 pode até ser apresentada como uma proposta científica, mas não podemos ignorar seus impactos sociais e jurídicos.
Quem é autista nível 1 já enfrenta diariamente a invisibilidade. São pessoas com inteligência preservada, mas que convivem com sobrecarga sensorial, exaustão, dificuldades profundas de interação social, rigidez cognitiva, depressão e desafios para manter vínculos pessoais, empregos, etc.
Na prática, muitos já ouvem: “você nem parece autista”. Agora imagine o que acontecerá se deixarem de fazer parte do espectro?
Isso significa menos reconhecimento, menos acesso a políticas públicas e ainda mais invalidação das suas necessidades básicas e urgentes.
Não podemos esquecer que adultos autistas, especialmente aqueles sem o suporte adequado, apresentam maior risco de sofrimento psíquico e comportamento suicida quando comparados à população geral. O isolamento social, o masking constante, os abusos, o assédio moral e a tentativa de se encaixar em padrões que não respeitam sua neurodivergência cobram um preço alto.
O problema nunca foi o diagnóstico. O problema sempre foi à falta de suporte.
Retirar pessoas do espectro não elimina suas dificuldades. Apenas as torna ainda mais invisíveis.
MICHELE PEREIRA - Advogada Especialista nos Direitos dos Autistas e Mentora Advogados.

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